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Produção de tabaco na safra 2016/17 gera R$ 6 bilhões em receitas aos produtores

Guilherme Siebeneichler
outubro29/ 2017

A força da produção de tabaco é comprovada em números. O Sindicato das Indústrias do Tabaco (SindiTabaco) e a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) atualizaram os dados sobre a safra 2016/2017. Os dados comprovam a importância da cadeia produtiva para a geração de renda, receitas e divisas ao país. Na última safra foram gerados R$ 6,09 bilhões em receitas aos produtores de tabaco.

Toda essa produção do campo é fundamental para o funcionamento do setor de transformação, formado pelas indústrias, garante a geração de 40 mil empregos diretos nas unidades de processamento e fabricação dos cigarros.
Neste dia 28 de outubro se comemora o Dia do Produtor de Tabaco. A produção envolve 566 municípios na região Sul do Brasil, onde estão 150 mil produtores. Esse universo envolve mais de 600 mil pessoas no meio rural. A área cultivada com a planta alcançou os 299 mil hectares, sendo o Rio Grande do Sul o principal produtor. Foram 686 mil toneladas produzidas no período.

VOLUME
Toda essa produção garantiu R$ 13,2 bilhões em impostos arrecadados anualmente. Quando o assunto é volume, o Brasil é o segundo maior produtor de tabaco em folha do mundo, atrás somente da China. A tradiçã da produção de tabaco no Sul se construiu graças à rentabilidade em pequenas áreas cultivadas, mas também pela qualidade do produto que conquistou clientes em outros continentes.

CAMPEÕES
Venâncio Aires fecha safra 2016/17 como segundo maior produtor de tabaco do Brasil, com 22.832 toneladas comercializadas. O município de Canguçu é o líder na produção de tabaco no Brasil. Na última safra produziu 23.143 toneladas. São Lourenço do Sul perdeu a vice-liderança e passou para a terceira posição, com 19.174 toneladas e 3.556 produtores. O Brasil se mantém na segunda colocação entre os maiores produtores da planta no mundo. São João do Triunfo (PR) ocupa a quarta colocação, com 2.325 produtores e 16.653 toneladas produzidas. A quinta posição é ocupada por Santa Cruz do Sul, que conta com 3.847 produtores e 16.029 mil toneladas colhidas.

SAFRINHA
Aliada a produção principal de tabaco, as lavouras são utilizadas para o cultivo de milho, feijão e pastagens. Além do aumento na receita da propriedade, há redução no custo de produção de grãos, pelo aproveitamento residual dos tratos culturais e de proteína, pelo uso do milho na alimentação animal. A região Sul do país cultivou neste ano 190.360 hectares por meio do programa Milho, Feijão e Pastagens. Esse volume garantiu R$ 600 milhões em rendimentos aos agricultores. Foram 111 mil hectares produzidos com milho, 16 mil hectares com feijão e 49 mil hectares de pastagem e 14 mil hectares de soja.

QUALIDADE DE VIDA
O produtor de tabaco tem garantido maior renda para a família, além de melhor condições sociais. Enquanto 80,4% dos fumicultores enquadram-se nas classes A e B, a média geral brasileira não chega a 22%. O bom padrão socioeconômico dos produtores de tabaco ficou evidenciado na pesquisa produzida pelo Centro de Estudos e Pesquisas em Administração da UFRGS.