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Prefeitura reduzirá em 12,5% os gastos com recolhimento de lixo

Janine Niedermeyer
fevereiro01/ 2017

O cenário financeiro do governo municipal exigiu melhorias na gestão de recursos públicos também no recolhimento de lixo. O segundo maior contrato da Prefeitura de Venâncio Aires é com o recolhimento de resíduos. Anualmente os contribuintes venâncio-airenses pagam R$ 4,8 milhões.

O valor só é menor que o destinado ao Hospital São Sebastião Mártir para os serviços de saúde. O novo governo iniciou o mandato com análise de todos os contratos e a equipe da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) identificou redução de custos com melhorias na gestão do sistema mecanizado de lixo.

Diariamente são recolhidas no município 30 toneladas de lixo. O material passa pela Usina de Triagem, em Linha Estrela, para reciclagem e a sobra segue para o aterro sanitário de Minas do Leão. Entretanto, a equipe atual da Semma quer encurtar este processo e garantir economia já no recolhimento dos resíduos, parte mais cara desta cadeia. Os dias de recolhimento e as áreas atendidas seguirão o mesmo padrão já adotado.

É na coleta containerizada de lixo, implantada em 2010, que a secretaria cortará despesas e garantirá economia de 12,5%. Dos atuais 250 contêineres instalados, serão reduzidos 90. O custo mensal de cada unidade é de R$ 540. Segundo o secretário de Meio Ambiente, Clóvis Schwertner, a diminuição não prejudicará colete de lixo. “Estamos trabalhando com muita transparência, precisamos diminuir custos, mas não podemos prejudicar os serviços. Será feito um remanejamento para garantir melhor utilização dos contêineres”.

MUDANÇAS
Aliado a modificação na estrutura mecanizada da coleta de lixo, a equipe da Semma formada por Schwertner, Maurício Almeida (Engenheiro Ambiental) e Daiana Haas (Bióloga), trabalha para divulgar o melhoramento da estrutura de tratamento dos resíduos sólidos. Além da economia já projetada um novo modela com maior reaproveitamento da matéria orgânica será implantado de forma inédita em Venâncio Aires.

“Teremos condições de utilizar o material reciclado na própria usina. A palavra de ordem será o reaproveitamento para melhorar a eficiência da gestão do lixo,” explica Almeida. Novos equipamentos serão instalados na unidade de triagem, em parceria com o setor privado, para ampliar a reciclagem e a utilização do lixo orgânico para a compostagem doméstica. Esta etapa está em fase de construção e deverá ser testada nos próximos 20 dias.

COMPOSTEIRAS
Além das mudanças na coleta, a secretaria prepara um programa para a criação de composteiras domésticas, com o objetivo de diminuir o peso atual dos lixo orgânico. Com isso, será possível reduzir os gastos com a destinação final dos resíduos que é pago por tonelada enviada.

O programa será destinado para área urbana e rural. Espaços públicos institucionais nos bairros também poderão receber composteiras comunitárias. Esta iniciativa estará aliada a projetos para a diminuição percentual do valor do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).