Possíveis cortes em bolsas de pesquisa poderiam afetar o desenvolvimento do país

Olá Jornal
agosto09/ 2018

Na última semana a direção superior da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) anunciou a possibilidade de cortes de bolsas que fomentam a pesquisa em nível de pós-graduação e formação de profissionais de educação básica e cooperação internacional a partir de agosto 2019.
Após diversas mobilizações em todo país, o Ministério da Educação divulgou na última sexta-feira, 03, em uma nota oficial que não haveria cortes no pagamento de bolsas do Capes.
Segundo o diretor-geral do IFSul Venâncio Aires, Cristian Oliveira Conceição, caso os cortes fossem realizados, o campus de Venâncio Aires não seria prejudicado. “Ao contrário de Venâncio, outros campus do instituto iriam ter suas pesquisas prejudicadas com o corte no orçamento”.
De acordo com Conceição, os cortes poderão resultar em um problema ainda maior. “Após a aprovação da PEC 241 os danos na saúde e na segurança ficaram claros, já na educação eles serão vistos a longo prazo”, justifica.
“As pesquisas são uma forma do país se desenvolver, para produzir tecnologia e informação, e com os cortes isso acabará, e continuaremos da mesma forma, um país que corta o orçamento das coisas necessárias para a evolução”, afirma Conceição.
Conforme Conceição, ainda não há informações suficientes para uma opinião estabelecida. “Estamos em período de eleições, as coisas ainda podem mudar, só depois poderemos saber o que de fato irá acontecer”, comenta.
Com o corte em diferentes programas de fomento à pesquisa, quase 200 mil estudantes e pesquisadores bolsistas iriam perder a forma de incentivo através do Capes.

 

 

Foto: Agência Brasil 

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