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Philip Morris busca futuro do cigarro na ciência e na farmacêutica

Olá Jornal
novembro27/ 2018

Quatrocentos cientistas do ramo de farmácia e indústria médica de diferentes especialidades (química, biológica, toxicológica e clínica) estão envolvidos no futuro do cigarro da Philip Morris que aos poucos deixa a fumaça para trás e dá caminho livre ao vapor. Considerado o carro-chefe da multinacional, o cigarro aquecido IQOS é a menina dos olhos da companhia que viu na redução de riscos ao consumidor um novo horizonte para o mercado de tabaco.

O caminho até lá depende da comprovação da redução dos riscos já conhecidos para quem fuma. Quem diria, um produto tão combatido pela saúde encontra nela o futuro para a sua sobrevivência. E assim tem sido para a Philip Morris que, com investimentos de R$ 4,5 bilhões de dólares na criação da Philip Morris Science International (PMI Science), um laboratório chamado Cubo, localizado na cidade de Neuchâtel, na Suíça, busca na ciência a solução para diminuir os riscos à saúde dos fumantes.

De acordo com os cientistas, esta solução passa pela eliminação da combustão que hoje ocorre com o cigarro tradicional. “A nicotina não é a primeira causa de doenças do cigarro. Ela está presente inclusive em legumes como na batata, berinjela, tomate. O risco está nos gases tóxicos da combustão”, afirmou o farmacêutico chefe do Engajamento Científico Regional, Rui Minhos durante visita do Olá Jornal a PMI Science na Suíça, em outubro deste ano. Ao lado do gerente de Engajamento Científico, Nuno Fazenda, especialista apresentou os estudos do laboratório para desenvolvimento de novos produtos a base de tabaco.

VAPOR

Ao eliminar a combustão, os riscos seriam reduzidos em 95%. Os especialistas explicam que, ao contrário do cigarro tradicional, cuja combustão ocorre entre 400°C e 600°C, o IQOS apenas aquece o tabaco com temperatura que não passa de 350°C. O aquecimento ocorre por meio de uma lâmina que atua como um sensor de temperatura e aquecedor. O IQOS possui três componentes: um carregador de bolso, um suporte (parecido com uma pequena caneta) e uma unidade de tabaco aquecida (um cigarro em formato menor), chamada de Heets.

Uma vez ligado, o dispositivo começa a aquecer a lâmina até atingir a temperatura de 350°C. A luz de energia para de piscar e o suporte vibra quando o dispositivo está pronto para ser usado. Enquanto em operação, a lâmina monitora e controla constantemente a temperatura do tabaco. O fumante absorve um aerossol que é liberado da unidade de tabaco aquecida durante o enchimento e no lugar de fumaça, solta um vapor composto por 90% de água e glicerina, componente que permite a inalação do vapor.

SATISFAÇÃO

Por se tratar de um hábito, os cientistas buscaram garantir que o IQOS pudesse oferecer a mesma experiência de um cigarro convencional. “Investimos muito na chamada farmacocinética (processo de metabolismo dos medicamentos), ou seja, em manter um pico de nicotina igual ao cigarro convencional. Precisamos entregar ao consumidor a mesma resposta que ele está acostumado, do contrário, o produto não teria aceitação”, explica o gerente de Engajamento Científico, Nuno Fazenda.

Assim, o dispositivo funciona por cerca de seis minutos, tempo que consistente a duração média de um cigarro com 14 tragadas em média. No final do uso, a luz de energia se apaga e a unidade de tabaco aquecida pode ser removida e descartada. Após cada utilização, o suporte deve ser colocado de volta no carregador de bolso para recarregar a bateria.

O dispositivo é patenteado e sua fabricação ocorre por meio de uma joint venture entre a PMI e uma empresa da Malásia, com custo de US$ 80 dólares (R$ 300 aproximadamente) ao consumidor. Já Heets custa o mesmo valor de um maço de cigarros da marca, como o Marlboro R$ 9.

FABRICAÇÃO

Ao lado do laboratório Cubo, na Suíça, está a única fábrica da PMI onde as duas tecnologias se encontram, com processos totalmente diferentes um do outro. A fabricação do Heets consiste basicamente em condensar o tabaco transformando-o em pó e misturando-o à glicerina, formando uma pasta que é aberta como uma massa bem fina e depois enrolada em bobinas, transformando-se em uma espécie de papel de tabaco. Esse material é cortado em tiras que vão dentro do papel do Heets.