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Pesquisa aponta nível social elevado dos produtores de tabaco

Guilherme Siebeneichler
novembro28/ 2016

Os produtores de tabaco estão na atividade há 24 anos, possuem renda superior a média dos agricultores brasileiros, atingindo R$55,2 mil anualmente. Estes são alguns dos resultados de pesquisa realizada pelo Centro de Estudos e Pesquisas em Administração (Cepa) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs).

Parte das informações foram divulgadas pelo jornal Folha de São Paulo na última quinta-feira, 24. De forma oficial, o estudo feito em parceria com o Sindicato das Indústrias do Tabaco (Sinditabaco), será apresentado na terça-feira, 29.
A pesquisa foi realizada entre 29 de agosto e 16 de setembro de 2016, em 15 das 21 microrregiões produtoras de tabaco que compõem a Região Sul do Brasil, e traz dados de renda, posse de bens, nível de vida, estrutura familiar, perfil da propriedade, acesso a serviços, sucessão, motivação, diversificação, entre outros.

O estudo constatou que, além de praticamente todos terem os produtos básicos no domicílio –como energia e água encanada –, os produtores também estão conectados. Segundo o levantamento, 94% dos produtores usam aparelho celular e outros 49% têm acesso à internet no domicílio, pelos mais diversos meios de conexão.

RENDA
O levantamento aponta também que estes produtores garantem outros R$ 35 mil, em média, por ano com outras atividades agrícolas, entre elas, cultivo de milho e feijão. O rendimento econômico desses produtores permite que eles tenham poucas dívidas e as terras, onde trabalham, já quitadas. Esse poder econômico se estende para a aquisição de bens utilizados no lar, no transporte e na atividade agrícola.

SUCESSÃO
Apesar da remuneração anual, parte dos fumicultores não espera que os filhos continuem a produção. A pesquisa mostrou que 73% dos produtores apontam que têm sucessores para a sua atividade e que 47% desses sucessores se mostraram categoricamente interessados em continuar. Outros 21%, porém, não têm intenção de permanecer no perímetro rural, enquanto 32% ainda não se definiram sobre a permanência ou não no campo.

O estudo mostra que 85% dos atuais produtores de tabaco vão continuar na atividade nos próximos anos.
Entre os motivos apontados para essa continuidade, estão a garantia de vida que o produto dá, a rentabilidade e a tradição familiar no setor.