• Hoje é: quarta-feira, setembro 19, 2018

Período de verão é alerta para vacinação contra a febre amarela

Janine Niedermeyer
janeiro06/ 2017

Entre dezembro e maio, período do verão, aumentam os casos de transmissão de febre amarela em grande parte do Brasil, sobretudo em regiões silvestres, rurais ou de mata. Por isso, o Ministério da Saúde alerta que essas são áreas onde se recomenda aos moradores e visitantes tomar a vacina contra a doença.

A pasta divulgou uma lista com os locais em que a população deve se imunizar. Na relação de cidades, a região do Vale do Rio Pardo faz parte, incluindo Venâncio Aires, Santa Cruz do Sul, Lajeado, Mato Leitão, Vale Verde, Passo do Sobrado, entre outros. Em todo Rio Grande do Sul são mais de 400 municípios na lista.

Na Capital do Chimarrão, o Centro de Atendimento a Doenças Infecto Contagiosas (CADI) o estoque em unidades de saúde está satisfatório para atender quem for preciso. As doses são oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No ano passado, mais de 16 milhões de doses foram ofertadas em todo país.

Apesar do alerta do Ministério da Saúde, na região o último ciclo de perigo foi em 2009, quando houve casos confirmados e morte por febre amarela no Vale do Rio Pardo. A vacina é altamente eficaz e segura para o uso, a partir dos nove meses de idade, em residentes e viajantes a áreas endêmicas ou, a partir de seis meses de idade, em situações de surto da doença.

A doença

O vírus da febre amarela se mantém naturalmente num ciclo silvestre de transmissão, que envolve primatas não humanos (hospedeiros animais) e mosquitos silvestres. O Ministério da Saúde realiza a vigilância de epizootias (doenças que atacam animais) desde 1999, com o objetivo de antecipar a ocorrência da doença. Assim é possível fazer a intervenção oportuna para evitar casos humanos, por meio da vacinação das pessoas e também evitar a urbanização da doença por meio do controle de vetores nas cidades.

Os sintomas iniciais incluem febre, calafrios, dor de cabeça, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. Em casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. Por isso, a recomendação ao identificar os sintomas é procurar uma unidade de saúde. Cerca de 20% a 50% das pessoas desenvolvem a forma grave da doença.

Foto: Arquivo/Agência Brasil