• Hoje é: quinta-feira, setembro 20, 2018

Município registra baixa adesão da vacina contra o HPV

Olá Jornal
setembro15/ 2018

A baixa adesão de adolescentes à vacina contra o Papilonavírus Humano (HPV) está sendo registrada em diversos municípios do país, inclusive em Venâncio Aires.
A vacina indicada para meninas de 09 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos previne vários tipos de cânceres, além de contribuir com a redução da incidência da doença. A imunização só é válida quando as duas doses da vacina são aplicadas.
No município o público-alvo é formado por 2,4 mil adolescentes e em 2017 apenas 10,4% deles foram imunizados, já neste ano, até o momento cerca de 7,7% realizaram a segunda dose da vacina.
De acordo com a coordenadora do setor de Epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde, Carla Lili Müller, existem diversos fatores que causam a baixa adesão da vacina. “Os pais ainda não se acostumaram a levar os adolescentes para fazer vacinas, apenas levam enquanto são crianças”, comenta.
Além disso, Carla destaca que a segunda dose da vacina, necessária para a imunização completa do adolescente, na maioria das vezes, é esquecida de ser realizada.
As vacinas contra o HPV estão disponíveis nos Postos de Saúde do município, e podem ser realizadas durante o ano todo. O intervalo entre a primeira e a segunda dose, deve ser de seis meses.

CÂNCER
A vacina HPV previne vários tipos de cânceres contribuindo com a redução da incidência de cânceres nas mulheres e homens. No mundo, dos 2,2 milhões de tumores provocados por vírus e outros agentes infecciosos, 640 mil são causados pelo HPV.
A vacina utilizada no país previne 70% cânceres do colo útero, 90% câncer anal, 63% do câncer de pênis, 70% dos cânceres de vagina, 72% dos cânceres de orofaringe e 90% das verrugas genitais. Além disso, as vacinas HPV protegem contra o pré-câncer cervical em mulheres de 15 a 26 anos, associadas ao HPV16 /18.

BRASIL
Segundo estudo realizado pelo projeto POP-Brasil em 2017, a prevalência estimada do HPV no Brasil, na faixa etária de 16 a 25 anos, é de 54,3 %. O estudo entrevistou 7.586 pessoas nas capitais do país. Os dados da pesquisa mostram que 37,6 % dos participantes apresentaram HPV de alto risco para o desenvolvimento de câncer.
O estudo indica ainda que 16,1% dos jovens tem uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) prévia ou apresentaram resultado positivo no teste rápido para HIV ou sífilis. Os dados finais deste projeto serão disponibilizados no relatório a ser apresentado ao Ministério da Saúde até o final do ano.