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Medo de desemprego é maior entre homens, mas em Venâncio mulheres buscam mais oportunidades

Olá Jornal
julho25/ 2018

Pesquisas atuais sobre a elevada taxa de desemprego e o índice de instrução da população brasileira são bastante preocupantes. A mais recente aponta que o medo do desemprego atingiu elevado índice de 67,9 pontos, em junho deste ano, e cresce mais quando se trata de homens e pessoas com menor grau de instrução. É o que ponta a pesquisa Medo do Desemprego e Satisfação com a Vida, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Mas a agência da FGTAS/Sine de Venâncio Aires, o público feminino é quem busca mais oportunidades de emprego.

A avaliação é do coordenador da unidade, Adriano Costa, destacando que a preocupação maior é dos homens, também por aspectos culturais. “Sempre o sexo masculino teve maior pressão do mercado de trabalho, por culturalmente serem os responsáveis pelas contas familiares. Apesar disso já estar mudando e as mulheres terem igual importância no âmbito familiar,” argumenta.

Entranto, Costa afirma que em Venâncio Aires o cenário da pesquisa é o inverso. Já que a maior parte das vagas são buscada por mulheres. “O público feminino tem registrado mais procura por ofertas de emprego na agência, o que coloca os dados da pesquisa nacional em cheque. Nosso mercado de trabalho também tem diferenças culturais, isso precisa ser levado em consideração,” destaca.

OPORTUNIDADES

Na última semana a agência local do Sine realizou 200 atendimentos, quando foram realizados 39 novos cadastros de trabalhadores. Atualmente a unidade possui 26 vagas de emprego abertas. Sendo que destas oito são para mulheres, seis vagas masculinas e 12 para ambos. “Tradicionalmente são ofertadas mais vagas para o público masculino, do que o feminino. Apesar de ser as mulheres que mais procuram oportunidade junto à agência,” argumenta Costa.

INDICADORES

Poucas vezes nos últimos 22 anos os brasileiros ficaram tão preocupados com o emprego quanto agora. O índice está 18,3 pontos acima da média histórica de 49,6 pontos. O indicador varia de zero a 100 pontos, e quanto maior o índice, maior o medo do desemprego. Entre brasileiros com até a quarta série do ensino fundamental, o índice subiu 10,4 pontos entre março e junho e alcançou 72,4 pontos. Entre os que têm educação superior, o índice subiu apenas 0,6 ponto. A satisfação com a vida também diminuiu, o índice passou de 64,8 para 64,5 pontos.