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Mais de 90 pessoas aguardam na fila de espera para iniciar tratamento contra o tabagismo

Olá Jornal
dezembro07/ 2018

O Programa Nacional de Controle do Tabagismo do Sistema Único de Saúde (SUS) está parado em Venâncio Aires por falta de medicamentos. Coordenado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) do Ministério da Saúde, o tratamento gratuito está na lista de avanços da entidade na política antitabagista em vigor no país desde a ratificação da Convenção Quadro para o Controle do Tabaco, em 2005.
Em Venâncio Aires, o tratamento realizado pelo Centro de Atendimento Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD), está interrompido desde setembro por causa da falta de medicamentos que auxiliam no tratamento dos pacientes. Atualmente, 91 pessoas estão na fila de espera pelo tratamento.

VONTADE
A enfermeira e coordenadora do Caps AD, Patrícia Antoni, explica que quando o tratamento ocorria de forma regular, ele era dividido em diversas etapas e consistia principalmente na força de vontade de quem deseja parar de fumar de quem se inscrevia no programa.
Antes de iniciar o tratamento, o paciente era avaliado por um profissional de saúde, que analisava a sua motivação, seu nível de dependência física à nicotina, e também se havia indicações ou contraindicações de uso de medicamentos.
Após a avaliação, o paciente era encaminhado para uma turma que teria no máximo 15 participantes para participar de encontros durante um mês onde seria desenvolvida a terapia cognitivo-comportamental. Patrícia explica que os encontros são fundamentais, pois todos têm o mesmo objetivo e acabam ajudando um ao outro durante o tratamento.

MEDICAMENTOS
Conforme a necessidade do paciente, o SUS também oferece tratamento com medicamentos de uso determinado. O tratamento com os adesivos transdérmicos de nicotina e cloridrato de bupropiona, é realizado durante três meses.
Patrícia afirma, que poucos pacientes finalizam todo o tratamento. “A maioria das pessoas que procuram o tratamento, acham que parar de fumar será fácil e rápido, mas é totalmente ao contrário”, justifica.
Desde 2016, quando os dados começaram a ser registrados 287 pessoas realizaram o tratamento, destes 87 eram homens e 130 mulheres. Mas apenas 127 finalizaram o processo e são considerados pelo CAPS AD como pessoas que cessaram o tabagismo.