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Mais de 63 mil hectares estão mapeados em venâncio no Cadastro Ambiental Rural

Olá Jornal
setembro22/ 2018

Venâncio Aires segue em destaque no Rio Grande do Sul quando o assunto é o Cadastro Ambiental Rural (CAR). Após três prorrogações, agora, os produtores possuem até o dia 31 de dezembro para realizar o cadastramento das propriedades. A Capital do Chimarrão é destaque neste tipo de levantamento, possui o segundo maior número de propriedades rurais cadastradas, atrás apenas de Canguçu. Os dois municípios também são os principais em número de pequenas unidades fundiárias.

No total já estão com o CAR realizado, 7.179 propriedades rurais, que totalizam 63.903,83 hectares catalogados. No município do sul do estado são 12.589 unidades agrícolas cadastradas. As informações atualizadas foram divulgadas no último dia 14 de setembro. A partir dos dados contidos no CAR, o Ministério do Meio Ambiente ampliará ações de fiscalização das matas e florestas atuais, além de ampliar medidas para diminuir a degradação em áreas territoriais pelo país. O Rio Grande do Sul já atingiu a meta de 100% das propriedades registradas no sistema eletrônico.
Com este banco de dados, o cidadão poderá ajudar a monitorar o mapeamento florestal no Brasil.

REGIÃO
Os destaque no cadastro ambiental também são verificados em âmbito regional. Santa Cruz do Sul possui menos propriedades rurais registras. Na cidade da Oktoberfest foram registrados 3.979 territórios rurais. São no total 53.317,89 hectares incluídos no sistema eletrônico. Com este dado é possível analisar o tamanho das propriedades venâncio-airenses. Com quase metade das unidades da Capital do Chimarrão, Santa Cruz possui áreas agrícolas maiores.

Na microrregião, destaque para Passo do Sobrado, com 1.324 propriedades registradas no sistema eletrônico. São 23.275,47 hectares mapeados. Em Vale Verde foram catalogadas 771 propriedades rurais, totalizando 27.254,32 hectares. Mato Leitão registrou até o momento 662 zonas agrícolas, com um total de 4.030,83 hectares.

IMPORTÂNCIA
A preservação ambiental em propriedades rurais tem um custo de R$ 20 bilhões ao ano. É o que aponta um estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Territorial, com base nos números do Cadastro Ambiental Rural (CAR). Esse é o valor investido apenas na manutenção dessas áreas. Se for considerado o capital imobilizado, ou seja, o total de áreas que não podem ser exploradas economicamente porque estão com vegetação, o montante chega aos R$ 3,1 trilhões. Afinal, são 218,2 milhões de hectares em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais em todo o território nacional dentro de propriedades rurais.