Governo do Estado prolonga bandeira preta até 21 de março

Olá Jornal
março05/ 2021

Sem qualquer sinal de desaceleração no ritmo da pandemia em solo gaúcho, o Piratini decidiu, nesta sexta-feira, por manter todos os municípios em bandeira preta no Distanciamento Controlado até 21 de março. Esta será a segunda semana consecutiva que todas as regiões precisam cumprir protocolos mais rígidos de enfrentamento à Covid-19 e não podem aderir ao modelo de cogestão, que fica suspenso pelo governo estadual pelas próximas duas semanas.

O anúncio da manutenção da bandeira preta ocorreu após reunião do governador Eduardo Leite com a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs). A partir do encontro também foi acordado, junto a gestores municipais, que haverá o retorno da cogestão a partir do dia 22 de março. Outra mudança será a alteração nos protocolos da bandeira vermelha, tornando-os mais restritivos do que os existentes.

De acordo com o governador Eduardo Leite, o calendário apresenta uma “perspectiva para quem empreende”. “Tem um horizonte para se planejar. Se não há uma perspectiva de saída, não há uma disposição mais firme de contestação do empresariado”, disse em transmissão ao vivo ao anunciar as medidas, nesta sexta-feira.

Nesta sexta-feira, o governador também anunciou a suspensão de vendas de itens não essenciais (como eletrodomésticos) em supermercados do Estado. A medida, segundo ele, não evita apenas a concorrência entre setores, mas também reduz aglomerações nos estabelecimentos. 

Na semana passada, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) anunciou o acionamento da fase 4 do Plano de Contingência do Coronavírus, que autoriza o uso de qualquer estrutura hospitalar para o atendimento de pacientes com coronavírus. A decisão sinaliza o momento mais crítico da pandemia em solo gaúcho.

Uma carta assinada pelo governador Eduardo Leite e outros 13 governadores foi enviada ontem ao presidente Jair Bolsonado. No documento, os entes federados pediam um esforço internacional para a aquisição de mais vacinas. 

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