Giovane Wickert traça ações para economia de recursos

Guilherme Siebeneichler
outubro19/ 2016

As medidas anunciadas pela atual Administração Municipal para controlar o déficit nas contas públicas são acompanhadas pelo novo prefeito, Giovane Wickert. Apesar de algumas terem consequências para o seu governo, o gestor não quer interferir nas ações. Para ele o período é de colaboração na busca pelo fechamento de contas.

A secretaria da Fazenda, tem trabalhado por recursos que efetivamente equilibrem o caixa municipal. Entre elas estão; venda de lotes públicos, antecipação do IPTU, demissão de cargos em comissão e estagiários, além da negociação da folha de pagamentos junto ao Banrisul. Somado a isso, estariam repasses de ICMS e repatriação de recursos do exterior, que garantiram o equilíbrio financeiro. Atualmente faltam no Tesouro local cerca de R$ 7 milhões.

Com estas medidas, Wickert espera ter um diagnóstico da situação financeira do Município nos próximos dias, para a partir disso, traçar as ações governamentais de economia dos recursos no próximo ano, uma vez que o déficit projetado para 2017 é de R$ 15 milhões. Cortes de cargos comissionados e contratos já estão previstos, porém, o objetivo é de traçar as ações para o primeiro ano de governo. “Sou vice-prefeito atualmente e precisamos colaborar para que este governo feche suas contas. Mas já estamos trabalhando para uma ampla ação de contenção de recursos, sem cortar serviços públicos.”

IMPASSE

Mesmo evitando embate com a atual equipe administrativa, Wickert tem se posicionado contra duas medidas que poderão ajudar no equilíbrio de contas do atual ano fiscal. A antecipação do IPTU, segundo ele, não é uma ação possível, já que órgãos fiscalizadores se dizem contrários, uma vez que o recurso é projetado no orçamento de 2017. A venda da folha do funcionalismo também não tem apoio do atual vice-prefeito. “Cada prefeito fez esse tipo de negociação, o contrato vigente vai até 2017 com a Caixa. Vamos trabalhar esse tema no próximo ano, são recursos que poderemos utilizar em projetos do novo governo,” argumenta.

Se o Município vender a administração da folha dos servidores municipais para o Banrisul, terá que pagar multa de R$ 400 mil por quebra de contrato com a Caixa Econômica Federal, atual gestora. A expectativa é de receber até R$ 1,6 milhão neste tipo de negociação.