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Faturamento e Valor Adicionado estão mais concentrado nas mãos das fumageiras

Guilherme Siebeneichler
dezembro30/ 2016

As indústrias de beneficiamento de tabaco aumentaram a representatividade entre as maiores empresas de Venâncio Aires por Faturamento e por Valor Adicionado Fiscal (VAF). Em 2014, as fumageiras ocupavam quatro posições entre as 10 maiores por VAF passando para seis em 2015. Na lista de faturamento, este segmento aparecia em cinco posições alcançando também seis em 2015.

As demais empresas que figuram nos rankings das 10 maiores são do ramo de alimentos, metalmecânico, plástico e confecções. Nos dois anos seguidos estes segmentos se mantiveram em destaque, trocando apenas de posições. Por arrecadação de Imposto Sobre Serviços (ISS), as dez maiores têm nos bancos a maior concentração de força, com quatro instituições financeiras.

TENDÊNCIA
A concentração nas fumageiras reflete um certo mercado à parte para professor do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Regional, da Unisc, Silvio Arend. “O setor fumageiro é um pouco ‘independente’ desta dinâmica, é muito mais de exportação do que para o mercado interno. Isto explica um pouco a manutenção das fumageiras nas posições de topo e a entrada de fumageiras menores na lista. À medida que as empresas voltadas ao mercado interno têm mais dificuldades em períodos de baixa da economia e as fumageiras não”, afirma.

Já a manutenção das posições é vista como natural. Ele explica que não se esperam grandes alterações, a não ser que tenha um fato muito diferente num determinado ano como o início de operação de uma nova empresa ou então o fechamento de uma ou uma quebra muito grande de safra, por exemplo.

O que pode acontecer, de acordo com o economista, é de uma empresa gradativamente ir crescendo e ganhando posições, mas para aparecer e proporcionar alterações mais significativas é preciso um período de tempo maior. Para Arend, no geral, as empresas de Venâncio têm uma dinâmica muito ligada à dinâmica geral da economia brasileira.