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Faltando menos de 20 dias para a COP7 cadeia produtiva busca posição do Brasil

Guilherme Siebeneichler
outubro17/ 2016

Cada vez mais próximo da 7ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, as delegações que integrarão os debates se preparam. O Olá Jornal fará sua primeira cobertura internacional, acompanhando as discussões em Nova Delhi, na Índia entre os dias 7 e 12 de novembro. O Brasil tem papel de destaque nos debates. Além da ampla cadeia produtiva e maior exportador do produto, as políticas de saúde para o controle do tabagismo ganharam destaque nos últimos 10 anos.

Padilha 

Na próxima terça-feira, 18, às 11h, a posição que o Brasil irá levar para a COP7 será pauta de audiência com o ministro Eliseu Padilha, junto à Casa Civil da Presidência da República. Na terça-feira, 11 representantes da cadeia produtiva do tabaco se reuniram com o ministro da Saúde, Ricardo Barros. Ficará com Padilha um retorno sobre o posicionamento que o governo brasileiro irá trabalhar na conferência. A Casa Civil tem papel fundamental nas discussões por apresentar a decisão da presidência. O Ministério das Relações Exteriores também, junto com a Saúde, desempenham força nas discussões.

Agenda paralela 

O Secretariado da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco divulgou nesta sexta-feira, 14, a agenda de eventos paralelos. Estas discussões ocorrem junto com a COP7, mas buscam debater os artigos do tratado e exemplos de aplicação. Ao longo da semana do evento encontros avaliarão o impacto da convenção, a aplicação dos artigos 9 e 10, desenvolvimento sustentável a partir do cultivo do tabaco, cooperação sobre o protocolo para eliminar o comércio ilícito e a responsabilidade da indústria sobre os malefícios causados pelo cigarro.

Na sexta-feira, 11 de novembro, estará em discussão nos encontros paralelos as medidas de advertências nos maços de cigarros. A conferência tem defendido a padronização genérica dos produtores derivados do fumo e querem avaliar casos já realizados.

Imprensa

O acompanhamento dos debates  da 7ª Conferência das Partes tem sido questionado pela imprensa internacional. Jornalistas de todo o mundo querem garantir participação nos debates. Com a justificativa de interferência da indústria, na edição de 2014, os países membros da convenção proibiram a participação do público e dos comunicadores. Neste ano, a pressão sobre a liberdade de imprensa durante os debates tem ganhado força.

Na reunião preparatória da Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (Conicq), o jornalista do Olá, Guilherme Siebeneichler, solicitou transparência da delegação brasileira para apoiar o trabalho da imprensa nacional que irá acompanhar os debates na Índia.