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Fábrica da Philip Morris em Santa Cruz vai produzir carteiras com 10 cigarros para exportação

Olá Jornal
outubro26/ 2018

Ao completar 45 anos, a Philip Morris Brasil anuncia que iniciará a fabricação de maços de cigarros com menos de 20 unidades na fábrica de Santa Cruz do Sul. Prevista para iniciar no próximo ano, a produção será voltada à exportação para países de América Latina onde a comercialização neste formato é permitida. No Brasil, ainda não há liberação.

O diretor da fábrica, Alejandro Okroglic, revela que neste momento a empresa está em processo de instalação da máquina cuja produção terá incremento no próximo ano. “Atualmente a produção é de 10 bilhões no ano no Brasil e com a redução da quantidade dentro dos maços de cigarros para o ano que vem, a produção terá um incremento”, prevê. Serão 10 unidades, sendo seis ao fundo e quatro na frente, com um formato menor da carteira.

OPORTUNIDADE
Para o presidente, Manuel Chinchila, será uma oportunidade para a fábrica de Santa Cruz e para a América Latina onde há a venda desses formatos. Ao mesmo tempo, demonstra que embora o cigarro aquecido seja o principal produto da empresa, o cigarro convencional ainda terá vida longa e descarta parar de fabricá-lo. “Qual o benefício hoje se a PM deixasse de vender cigarro? Nenhum, porque alguém ocuparia este mercado e provocaria queda no empregos. Essa redução é gradual. No Reino Unido abrimos o diálogo porque lá o debate está muito avançado”, explica.

FÁBRICA
A fábrica de Santa Cruz do Sul é a única no Brasil e possui a centralização dos processos de produção até mesmo com a impressão da embalagem. As máquinas originárias da Alemanha e Itália produzem oito mil cigarros por minuto e 400 maços por minuto. A fábrica com 900 funcionários funciona 24h por dia de segunda a sexta-feira.

O laboratório inaugurado em 2013, com investimento de 7 milhões de dólares, é um dos três super-labs da multinacional do mundo, estando presente ainda na Suíça e na Indonésia. São 23 pessoas entre técnicos e cientistas responsáveis pelo monitoramento, criação de novos produtos e atendimento a padrões regulatórios. A unidade dá suporte para fábricas de outros países no trabalho em busca de garantia de qualidade com medição de peso, circunferência, adensamento, ar entre o tabaco. Na sala de fumada, máquinas simulam o ato de fumar para atestar a qualidade e evitar pontas vazias de tabaco no cigarro.