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Exportações gaúchas crescem em valor e volume, no mês de janeiro, mas tabaco tem queda

Guilherme Siebeneichler
fevereiro13/ 2017

Em janeiro de 2017, as exportações do agronegócio gaúcho totalizaram US$ 677,3 milhões. Comparativamente ao mesmo mês do ano anterior, ocorreram elevações em valor (39,1%) e volume (42,0%) e queda nos preços médios (2,0%). Em termos absolutos, o crescimento no valor exportado foi de US$ 190,5 milhões.

Tradicionalmente, janeiro é um mês de menor movimentação comercial para o agronegócio gaúcho. Isso ocorre em razão de haver menor disponibilidade de produtos agrícolas para a exportação e porque a demanda externa está mais voltada para a safra norte-americana. Contudo, comparativamente aos anos anteriores, o volume embarcado em 2017 pode ser considerado elevado. Particularmente no complexo soja, o volume exportado foi significativamente superior ao de janeiro de 2016 (164,0%), movimento explicado pelas vendas do grão. Foram comercializadas mais de 300.000 toneladas de soja, o que representa uma alta de 428,2%

Em janeiro de 2017, os cinco principais setores exportadores do agronegócio foram complexo soja (US$ 234,8 milhões), carnes (US$ 163,6 milhões), produtos florestais (US$ 86,0 milhões), cereais, farinhas e preparações (US$ 56,7 milhões) e fumo e seus produtos (US$ 48,1 milhões). Entre os principais setores, os de produtos florestais e de fumo e seus produtos foram os únicos que apresentaram queda nos valores e volumes embarcados.

O resultado do mês de janeiro foi condicionado pelo incremento nas exportações do complexo soja (mais US$ 150,7 milhões; 179,3%), das carnes (mais US$ 43,1 milhões; 35,8%) e dos cereais, farinhas e preparações (mais US$ 10,1 milhões; 21,7%). Por outro lado, as maiores quedas no valor exportado ocorreram nos setores de fumo e seus produtos (menos US$ 10,6 milhões; -18,0%) e produtos florestais (menos US$ 7,0 milhões; -7,5%).

Os principais destinos das exportações do agronegócio gaúcho em janeiro deste ano foram China (29,1%), União Europeia (15,6%), Coreia do Sul (7,5%) e Rússia (4,0%).

Fonte: FEE/RS