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Estudos e posições de outros países podem apontar caminhos para cigarros eletrônicos

Olá Jornal
setembro04/ 2019

Objeto de centenas de pesquisas por instituições e de regulação de oito órgãos internacionais, o futuro dos cigarros eletrônicos no Brasil deve estar associado a estas experiências. Isso é o que esperam as empresas que buscam a regulamentação dos novos produtos e o que foi indicado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). De acordo com a reguladora, as experiências internacionais serão levadas em consideração na tomada de decisão.

Para as indústrias, o que acontece lá fora já demonstra que uma regulação apropriada é o melhor caminho a ser tomado, uma vez que o produto já está à disposição dos consumidores de forma ilegal e, ao mesmo tempo, representa uma forma mais limpa e menos nociva de consumo.

Uma das instituições mais citadas durante as audiências públicas é a Royal College of Physicians (Academia Real de Médicos), do Reino Unido, que afirma que “o principal culpado é a fumaça e, se a nicotina pudesse ser entregue sem fumaça, […] a maioria dos malefícios causados pelo tabagismo, se não todos, poderiam, provavelmente, ser evitados.”

A agência reguladora americana Food and Drug Administration (FDA) é uma das entidades governamentais que serve de referência não somente para o Brasil mas para o mundo em qualquer tema e, no caso do cigarro eletrônico não é diferente.

“São os outros compostos químicos no tabaco e na fumaça gerados através da combustão do tabaco, que diretamente primariamente causam doenças e morte, não a nicotina,” afirmou dr. Scott Gottlieb, ex-Comissário da FDA dos EUA, em 2017. Neste caso, a falta de regulamentação do FDA também é levada como exemplo

SUFICIENTE
A gerente de relações científicas da Souza Cruz, Analucia Saraiva, acredita que já há material suficiente para subsidiar o posicionamento por aqui. “O fato da vida é que o que existe lá fora hoje é suficientemente robusto para iniciar essas conversas no Brasil”.

Da mesma forma, o diretor da Philip Morris, Fernando Vieira, considera necessário olhar para fora. “O que ocorre é uma negação da realidade tanto da existência desses produtos de maneira importante dentro do mercado quanto da existência de informação científica já robusta vinda da indústria, de governos e pesquisadores independentes.”
O diretor da Japan Tobaco International (JTI), Flávio Goulart, defende que a quantidade de estudos já garante segurança. “Hoje já há uma grande quantidade de estudos sobre o assunto para responder às questões de comprovação científica.”