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Em seis meses, 11 casos de Aids são registrados em Venâncio Aires

Olá Jornal
junho20/ 2018

Uma pesquisa feita pelo Ministério da Saúde e divulgada pela revista “Medicine” aponta aumento dos casos de HIV/Aids entre homens gays no país. Em Venâncio Aires os dados não são diferentes.
Conforme o Centro de Atendimento de Doenças Infecto-Contagiosas (Cadi), foram registrados até a metade do mês de junho, 11 novos casos de Aids no município, a maioria em homens homossexuais. No ano passado, o total de números registrados até dezembro, foi 30.
Segundo a coordenadora do Cadi, Solange Sehn, até o momento este número é considerado baixo. “O número de casos é muito variável, ele pode estar baixo neste momento, como pode dobrar no próximo mês”, explica.
De acordo com Solange, a maioria dos casos registrados é em homens homossexuais. “Temos registrado um grande aumento no município, e no país também. Na maioria das vezes, a transmissão ocorre pela falta do uso de preservativos nas relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo”.
O Cadi oferece tratamento para as pessoas que possuem a doença, além de preservativos para evitar a transmissão da doença. Os medicamentos utilizados são chamados de antirretrovirais (ARV), eles impedem a multiplicação do vírus no organismo e ajudam a evitar o enfraquecimento do sistema imunológico.
Para Solange, o tratamento da doença indicado pelo Ministério da Saúde, está evoluindo. “Os remédios estão ficando cada vez menos tóxicos e mais eficazes. Além disso, seguindo corretamente o tratamento, a pessoa consegue ter uma vida saudável”.

PREVENÇÃO
A forma mais eficiente de prevenção à Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis – DST é o uso do preservativo em todas as relações sexuais. No entanto, existem outras formas importantes de prevenção, como evitar o compartilhamento de seringas, usar luvas para manipular feridas ou líquidos corporais e seguir o tratamento da doença durante a gravidez para evitar a contaminação do bebê, além de não amamentá-lo.

SINTOMAS
Os primeiros sintomas são muito parecidos com os de uma gripe, como febre e mal-estar. A próxima fase é marcada pela forte interação entre as células de defesa e as constantes e rápidas mutações do vírus. Com o frequente ataque, as células de defesa começam a funcionar com menos eficiência até serem destruídas. A baixa imunidade permite o aparecimento de doenças oportunistas, com isso, atinge-se o estágio mais avançado da doença, a Aids.

TESTE RÁPIDO
O teste rápido é um método permite que em apenas meia hora o paciente faça seu teste de HIV, conheça o resultado e receba o serviço de aconselhamento necessário. Além disso, são de fácil execução e não necessitam de estrutura laboratorial.
O teste é realizado a partir da coleta de uma gota de sangue retirada da ponta do dedo e podem ser feitos gratuitamente através do Sistema Único de Saúde (SUS).

ASSIM NÃO PEGA
O vírus da Aids não é contagioso como uma gripe ou resfriado, não sendo transmitido por tosse, espirro, aperto de mão, beijo ou em encontros sociais, ou através de lágrimas. Além disso, a transmissão não ocorre pelo uso de objetos coletivos como utilizar o mesmo banheiro beber no mesmo copo.

BRASIL
De acordo com o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, de 2007 até junho de 2017, foram notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) 194.217 casos de infecção pelo HIV no Brasil, sendo 40.275 (20,7%) na região Sul.
Conforme o boletim, desde o início da epidemia de Aids em 1980 até 31 de dezembro de 2016, foram notificados 316.088 óbitos tendo a HIV/Aids.

 

Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo