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Eleições históricas para o registro do voto no próximo dia 07 de outubro

Olá Jornal
setembro26/ 2018

O processo de votação nas Eleições de 2018 em Venâncio Aires será de novidade. Isso porque, após a implantação da urna eletrônica, uma nova mudança passa a fazer parte do sistema de registra do voto. Todos os 53 mil eleitores venâncio-airenses terão registro das digitais para habilitar a votação no domingo, 07 de outubro. Buscando garantir que este processo ocorra de forma tranquila e sem demora, até lenços umedecidos foram encaminhados pela Justiça Eleitoral para limpar os dedos em caso de falhas na identificação biométrica. Cada uma das 177 seções eleitorais da Capital do Chimarrão contarão com embalagens para limpeza das mãos.

Neste ano o processo eleitoral será totalmente biométrico. Em anos anteriores alguns locais registraram demora para o registro do voto. Porém, a Justiça Eleitoral da 93ª Zona projeta o domingo de eleições sem problemas para a votação. Em média, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cada eleitor levará, dois minutos para registrar os votos para deputado federal, deputado estadual, dois senadores, governador e presidente. O grande teste da região ocorreu em 2016 em Mato Leitão, que já havia realizado o recadastramento de todos os eleitores. Por lá, houve registro de filas longas durante o processo de registro do voto, por conta das dificuldades dos leitores digitais identificar o cidadão. A expectativa é de que isso não ocorra mais, já que o sistema biométrico do TSE foi atualizado e ajustado, facilitando o encaminhamento para a urna.

MUDANÇAS
Se nas duas últimas eleições com biometria parcial houve dificuldades para alguns eleitores na hora da identificação, a demora também se deu por conta do número de tentativas. Até 2016 cada eleitor poderia tentar identificar-se pelas digitais nos dedos oito vezes. Neste ano, já que há volume maior de eleitores recadastrados, a Justiça Eleitoral mudou a regra.

Agora, no dia da votação cada cidadão terá quatro tentativas de identificação pelo sistema biométrico. Se não for identificado, o presidente da mesa poderá liberar a urna perguntando “Qual o ano do seu nascimento?.” A resposta será digitada no sistema, se estiver correta libera a urna para votação. Esta informação não estará anotada em nenhum registro impresso do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS). Somente neste caso os eleitores terão que assinar o livro de registro no ato de votação.

“Esta eleição será o nosso grande teste, já que todos os municípios sob responsabilidade da 93ª Zona Eleitoral passaram pelo recadastramento. A mudança no número de tentativas para identificar o eleitor se deve por conta da agilidade,” explica o chefe do cartório Eduardo Mosman.

DOCUMENTO
A biometria não muda a forma de votar nem substitui o título eleitoral. A biometria, que utiliza as digitais do eleitor para sua identificação, vem sendo implantada no país pela Justiça Eleitoral desde 2008. “Este sistema dá mais segurança ao processo, mas não tem a função de substituir a documentação, por isso o eleitor precisa levar a documentação para identificar,” destaca a juíza eleitoral, Maria Beatriz Londero Madeira.

No dia da votação, é preciso levar documentação com foto, que pode ser digital. Os documentos digitais aceitos são o e-título, um aplicativo da Justiça Eleitoral que substitui o título de eleitor impresso, o DNI (Documento Nacional de Identidade), lançado pelo governo federal, e a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) digital.