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Discutir a violência contra a mulher é o caminho para reduzir os casos no país

Olá Jornal
outubro10/ 2018

Nesta quarta-feira,10, é comemorado o Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher. A data tem como objetivo incentivar a reflexão dos números da violência contra a mulher, que seguem aumentando no Brasil. O dia serve de reflexão para debater, o que se tem feito para combater este problema social?
Segundo sociólogo e professor universitário Valter Freitas, os números de casos só começarão a reduzir quando a cultura da sociedade mudar e dialogarmos com mais frequência sobre este tema.
Freitas destaca que a violência contra a mulher é regada a cultura do machismo e da impunidade. “Vivemos em uma sociedade machista e impune, onde as pessoas demoram muito tempo para serem punidas ou acabam nem sendo”, explica.
Para ele, este é um dos motivos que fazem os índices de violência aumentarem. “Mesmo que tenha leis que protejam e garantem diretos as mulheres, outras medidas também devem ser tomadas e o processo deve ser mais rápido. E por parte do estado, estas ações faltam”, comenta.
Em Venâncio Aires, casos de violência contra a mulher são registrados com frequência. No primeiro semestre de 2018, foram 163 casos de violência doméstica, sendo 45 de lesão corporal, 5 estupros e 113 ameaças contra mulheres. Os dados constam nos relatórios da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio Grande do Sul (SSP/RS).

DIA NACIONAL
O 10 de outubro de 1980 foi marcado com um movimento que começou em São Paulo, quando mulheres reuniram-se nas escadarias do Teatro Municipal para protestar contra o aumento dos crimes de gênero em todo o País. A partir daí, a data faz parte do calendário das celebrações femininas no Brasil.

LEI
A Lei Maria da Penha, sancionada em 07 de agosto de 2006, surgiu da necessidade de inibir os casos de violência doméstica no Brasil. O nome foi escolhido em homenagem à farmacêutica cearense Maria da Penha Maia Fernandes, que sofreu agressões do ex-marido por 23 anos e ficou paraplégica após uma tentativa de assassinato.
A lei estabelece que toda mulher tem direito à proteção social e do Estado inclusive contra atos de violência sofridos no ambiente privado ou intrafamiliar. A violência doméstica, nem sempre é caracterizada pela violência física, ela pode ser também psicológica, moral, patrimonial ou sexual.

LIGUE 180
A central de atendimento à mulher, funciona de forma gratuita e confidencial, 24 horas por dia. O canal recebe as denúncias e esclarece dúvidas sobre os diferentes tipos de violência aos quais as mulheres estão sujeitas.