Diminuição da arrecadação por conta da greve vai afetar contas municipais

Olá Jornal
junho04/ 2018

A Prefeitura de Venâncio Aires ainda faz as contas, mas a paralisação de 10 dias dos caminhoneiros trará reflexos nas contas públicas. A diminuição da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) sobre o óleo diesel é o menor problema para as contas públicas. Segundo a equipe da secretaria municipal da Fazenda, a diminuição nos repasses federais e estaduais serão maiores por conta na queda da produção industrial.

Isso porque, os repasses federais às prefeituras por meio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), levam em conta as movimentações do Imposto Sobre Serviços (ISS). Além disso, no estado, a queda do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), também impacta no retorno fiscal do governo gaúcho para o caixa municipal.

Para o secretário, Eleno Stertz, o momento é de análise das contas e projeção dos resultados financeiros da Prefeitura pelos próximos meses. “Ainda são realizados cálculos e as associações de municípios realizarão um levantamento das perdas para as prefeituras. A situação preocupa, uma vez que temos compromissos projetados com o orçamento e será necessário reprojetar ações e orçamentos.”

PERDAS NO PAÍS
Economistas já levam em conta os efeitos da greve nas revisões, para baixo, que vêm fazendo para o desempenho do PIB. O número, que era próximo de 3% no início do ano, agora é de 2%. E há outros efeitos. O governo teme que a paralisação dos motoristas abra caminho para outras greves de forte impacto no País. Os petroleiros já seguiram esse caminho.

As projeções preliminares de diversos segmentos da economia após dez dias de greve dos caminhoneiros apontam para perdas de mais de R$ 75 bilhões. Em alguns casos, os prejuízos ainda podem aumentar mesmo após o fim do movimento, pois, dependendo do tipo de atividade, a retomada poderá levar de uma semana a 20 dias.

VENDAS
A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) estima que as áreas de comércio e serviços deixaram de faturar cerca de R$ 27 bilhões entre os dias 21 e 28. Os supermercados contabilizam R$ 2,7 bilhões em prejuízos. Para os distribuidores de combustível, as perdas já atingem R$ 11,5 bilhões.

FOTO: Adriene Antunes/AI PMVA

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