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Desocupação aumenta mesmo com a reforma trabalhista

Olá Jornal
maio03/ 2018

Com o crescimento da população desocupada em 11,2%, as mudanças da Reforma Trabalhista ainda não causam impacto positivo na oferta de vagas de trabalho, como era projetado pelo governo. A população desocupada é de 13,7 milhões sendo que no trimestre anterior era de 12,3 milhões.

O número de empregados com carteira de trabalho assinada está em 32,9 milhões e caiu 1,2% frente ao trimestre anterior (outubro a dezembro de 2017), uma redução de 408 mil pessoas. No confronto com o trimestre de janeiro a março de 2017, a queda foi de -1,5% (-493 mil pessoas). Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do IBGE, divulgados às vésperas do Dia do Trabalho, comemorado nesta terça-feira, 1º de maio.

PREJUÍZOS
Aprovada em julho do ano passado, a Reforma Trabalhista tinha como promessa aumentar o número de empregos a partir da flexibilização das regras entre trabalhador e empregador. Para o advogado trabalhista, Wilson Gonçalves de Oliveira, a reforma mostrou que o trabalhador perdeu sua renda e direitos e, com isso, seu poder de consumo o que ocasiona mais desemprego e mais pobreza social. “Os trabalhadores deverão refletir na passagem deste 1º de maio para que se unam novamente e busquem a reconquista de seus direitos que foram surrupiados pela Reforma Trabalhista”.

Oliveira defende que houve uma precarização das relações de trabalho onde empresas sem preocupação social utilizarão as mudanças da reforma para aumentar seus lucros em prejuízo à sociedade, com o fim dos contratos de trabalho com segurança para os trabalhadores. Entre os maiores prejuízos ele cita o trabalho insalubre por grávidas lactantes, o banco de horas de forma individual sem sindicato e a falta de assistência ou homologação de contratos no sindicato. “O Brasil está de luto pelo descaso e pelo interesse demonstrado pelos políticos no desmanche do sistema de proteção dos trabalhadores”, afirma.