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COP7 mobiliza representantes do tabaco e setores da saúde

Guilherme Siebeneichler
outubro31/ 2016

Começa a corrida à Índia e a defesa da cadeia produtiva do tabaco. O país é sede da 7ª Conferência das Partes para o Controle do Tabaco. O jornalista Guilherme Siebeneichler embarca na próxima quinta-feira, 3 para acompanhar o evento e transmitir aos leitores do Olá Jornal todos os detalhes.

Produtores
Na data em que era comemorado o Dia do Produtor de Tabaco, 28 de outubro, a Associação Internacional de Produtores de Tabaco (ITGA em inglês) divulgou nota oficial pedindo maior participação dos fumicultores nos debates da COP7. A entidade representa agricultores de 15 países, incluindo o Brasil, Argentina, Índia e China.
A ITGA alerta ainda para a falta de transparência no evento da Organização Mundial de Saúde, e solicitou ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, que busque na convenção ouvir todas as partes envolvidas, seguindo o que determina a ONU. Destaca ainda que não houve oportunidade, ao longo dos 11 anos da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, para que os produtores de fumo fossem ouvidos e apresentassem a realidade da cadeia produtiva.

Campanha
Assim como a cadeia produtiva quer a participação do governo brasileiro no combate ao contrabando de cigarros, na última semana a principal ONG anti-tabagista, a ACTBr, lançou campanha para que o presidente Michel Temer (PMDB) assine o Protocolo para Eliminação do Mercado Ilegal de Produtos de Tabaco. O documento será integrado a Convenção-Quadro, listando ações conjuntas entre as nações para diminuir o comércio ilegal do produto. O Brasil precisa que o presidente assine o documento e o Congresso Nacional aprove. São necessários 40 países para garantir que o tratado saia do papel. Até o momento, 23 governos já confirmaram participação.