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Cooperativismo entre professores para resgatar histórica instituição de ensino

Olá Jornal
julho07/ 2018

Há 15 anos, o cooperativismo foi o caminho encontrado por um grupo de professores dispostos a manter viva uma das instituições de ensino mais tradicionais de Venâncio Aires. O Colégio Oliveira Castilhos passava por dificuldades com a Campanha Nacional de Escolas da Comunidade (CNEC) retirando-se da administração. O ano era 2003, as dívidas chegavam a R$ 100 mil.

Os professores estavam há 13 meses sem receber salário e muitos já haviam deixado a escola, mas um grupo de aproximadamente seis profissionais segurava as pontas e pagava algumas despesas do próprio bolso para manter a escolarização. O movimento de resistência persistiu e a compra de 90 vagas por parte do governo do estado deu um novo fôlego. Foi a própria CNEC que sugeriu na época a formação de uma cooperativa para a manutenção das atividades. Surgia ali a Cooperativa de Professores de Venâncio Aires (Coopeva).

SUPERAÇÃO
O presidente da Coopeva, Engelberto Henn, foi um dos protagonistas desta história de superação e união. ‘Na crise vimos uma oportunidade. O cooperativismo faz muita diferença porque em primeiro lugar estão as pessoas.’ A partir do projeto de férias que consistia em oferecer atividades recreativas para as crianças durante o período de férias escolares a entidade se desenvolveu e ganhou impulso para seguir. Além disso, foi preciso abrir mão do ensino médio para, mais uma vez, fazer a gestão necessária para a continuidade do trabalho.

Hoje, com 33 associados, 280 alunos e três funcionários, a Coopeva oferece o ensino fundamental com turno integral das 6h15min as 18h30min. Os alunos fazem cinco refeições na escola e realizam atividades de recreação, esporte e lazer no contraturno. No que vem, os estudantes também terão a oportunidade de aprender mais sobre o sistema que mantém a escola onde estudam. A disciplina de cooperativismo deve ser incluída na grade curricular para alunos a partir do quinto ano.

E não para por aí. Atualmente a cooperativa pode aumentar em 20% a sua capacidade de alunos com R$ 1 milhão em investimentos na estrutura. Novas salas de aula e o novo ginásio estão aptos a receber mais estudantes.
As 16 cooperativas escolares gaúchas atendem a 5,5 mil aluno ensino infantil, fundamental e médio. Com 2,7 mil associados, possuem 48 funcionários. Possuem R$ 7,7 milhões em patrimônio líquido, o que representa 9% de crescimento, e R$ 10,4 milhões em ativos, com crescimento de 9,5%, conforme relatório “Expressão do Cooperativismo Gaúcho 2018”.