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Confira a coluna do Olávo deste sábado, 02 de junho

Olá Jornal
junho02/ 2018

GREVE NACIONAL
A paralisação dos caminhoneiros trouxe reflexos em todo o país. Os profissionais das estradas garantiram pressão e o governo se tornou refém. Sem popularidade e confiança, Michel Temer (PMDB), viu poucas alternativas para garantir a retomada de serviços e da própria produção industrial, afetada pelos 10 dias de mobilização. Com a redução de R$ 0,46 no diesel, o valor deste subsídio vai estourar na ponta mais pobre da população, o que já era de se imaginar. As reduções no orçamento do Sistema Único de Saúde (SUS) e Assistência Social, para compensar o valor da redução do combustível, afetarão atendimentos e programas da população que mais precisa de suporte. Pena, a luta é digna, o brasileiro está cansado de tantos impostos, mas alguém sempre precisa pagar a conta.

INTERVENÇÃO?
O pedido de Intervenção Militar no Brasil, durante a greve do caminhoneiros leva o debate e movimenta a classe política. Porém, é nos professores de história que este ponto dos debates precisa passar. São eles que podem apontar e mostrar os problemas do Golpe de 1964. É preciso lembrar que ao longo dos 20 anos de Ditadura Militar não se ouviu falar em corrupção, fraudes e problemas governamentais, por um motivo bem simples. Tocou neste assunto, era eliminado. Então, pedir a volta de um sistema tão brutal e que pagamos algumas contas daquele período até hoje, não pode ser apontado como o caminho para resolver os problemas da política nacional. A democracia precisa ser fortalecida mais e mais, com o nosso voto, certeiro, vamos resolver os desafios. Político presta serviço ao povo, não o contrário. Em outubro, acerte na urna!

O QUE?
O Ministério Público Federal (MPF) instaurou procedimentos investigatórios para apurar a violação, por parte de empresários e lideranças locais dos caminhoneiros, do Artigo 17 da Lei de Segurança Nacional (Lei 7.170/1983), que prevê pena de até 15 anos de prisão para quem “tentar mudar, com emprego de violência ou grave ameaça, a ordem, o regime vigente ou o Estado de Direito”. Serão apurados também crimes como sabotagem e incitação “à subversão da ordem política ou social” e “à animosidade entre as Forças Armadas ou entre estas e as classes sociais e instituições civis”, previstos respectivamente nos Artigos 15 e 23 da lei e cujas penas, somadas, podem chegar a 14 anos de reclusão.

ADITADO
A Prefeitura de Venâncio Aires optou em aditar o contrato de publicidade legal no município. Com isso, os extratos, editais e contratos do Poder Executivo seguem sendo publicados também em edição impressa, apesar de aprovar no ano passado mudanças no formato de publicações. Ainda em 2017 passou a adotar como diário oficial o portal online da Famurs, o Município seguiu desembolsando recursos públicos. Só em 2018, já foram gastos R$ 56 mil em quatro veículos de imprensa oficial, deste total, R$ 18,2 mil em jornal local.