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Casos de sífilis por contato sexual aumentam 8,3%

Olá Jornal
novembro10/ 2018

O número de casos confirmados de sífilis
com transmissão via contato sexual cresceu 8,3% no último ano em Venâncio Aires. Em 2017 foram 97 casos contra 89 em 2016. Já a transmissão congênita e gestacional diminuiu, passando de três casos para um e de 19 para 16, respectivamente, totalizando 225 casos dos diferentes tipos da doença. Já neste ano são 78 casos confirmados.
O crescimento da doença sexualmente transmissível, ou passada de mães para filhos durante a gestação, também está sendo registrado em todo o país.
No Brasil, segundo os dados do Ministério da Saúde entre 2015 e 2016, mostram que a sífilis adquirida teve um aumento de 27,9%, já a em gestantes, de 14,7% e a congênita de 4,7%. No total, já foram registrados mais de 145 mil casos no país.
Conforme a coordenadora do Centro de Atendimento de Doenças Infecto-Contagiosas (Cadi), Solange Sehn, os índices destacam ainda mais a importância de se prevenir, para evitar o contágio de qualquer doença. “Os números mostram que a doença ainda está circulando, e que o uso de camisinha em qualquer tipo de relação sexual continua necessária”, afirma.
Solange explica que os números podem aumentar ou seguirem neste estágio, já que muitas pessoas podem ter a doença, mas ainda não identificá-la. Isso pode ocorrer meses após o contágio. Causada pela bactéria Treponema pallidum, a doença que possui três estágios pode ser tratada através de injeções de penicilina. O tratamento pode ser acessado nos Postos de Saúde, no Cadi e no Hospital e deve ser realizado de acordo com a fase da doença em que o paciente se encontra.

DIAGNÓSTICO
A doença pode ser diagnosticada através de um teste rápido comprado nas farmácias ou realizando em postos de saúde e hospitais, o resultado demora cerca de 30 minutos para sair.
Existem também outras formas de diagnosticar a doença, como o exame VDRL que identifica anticorpos que o organismo produz para combater a bactéria Treponema pallidum.

FASES DA DOENÇA
A sífilis primária é o estágio inicial da doença, que surge cerca de três semanas após o contágio. O principal sintoma nesta fase é surgimento caroço rosado que evolui para uma úlcera avermelhada, com bordas endurecidas e fundo liso, coberto por uma secreção transparente.
Já os sintomas da sífilis secundária surgem cerca de seis a oito semanas depois do desaparecimento das lesões causadas pela sífilis primária. São comuns sintomas que afetam o corpo todo como ínguas inflamadas, dor de cabeça, mal-estar geral, febre, perda de apetite e dores musculares e articulares, por exemplo.
Após a sífilis secundária, se o tratamento não for feito, algumas pessoas passam para o terceiro estágio da doença, que é caracterizado por lesões maiores na pele, boca e nariz que são endurecidas e infiltrativas, além de sérios problemas cardíacos, no sistema nervoso, nos ossos, nos músculos, no fígado e pode causar a morte.