Novo governo quer cancelar concurso municipal, mas Zecão confirma continuidade

Fernando Uhlmann
novembro07/ 2016

O vice-prefeito eleito, Celso Kramer, protocolou no final da manhã de hoje, 7, o pedido de cancelamento do concurso público da Prefeitura. O documento assinado pelo prefeito eleito elenca 12 motivos que embasa a posição dos novos gestores. Giovane Wickert espera que a solicitação seja acatada pelo Prefeito em exercício, José Ademar Melchior, ou que, pelo menos, suspenda o edital por 90 dias.

Wickert quer analisar com calma os cargos solicitados e ainda a viabilidade do concurso. Com um prazo curto para ser realizado dentro desta gestão, a seleção acontecerá já no período de administração de Giovane e Celso. “Já que não há tempo hábil para ser dentro ainda deste ano, esperamos poder ter a chance de analisar melhor os cargos, ver se há necessidade de incluir outros ou então se é realmente necessário a realização do mesmo”, analisou.

Na última reunião de transição, a equipe de Giovane e Celso questionou sobre os motivos da realização agora e se havia apontamentos do Tribunal de Contas. O novo prefeito não acha prudente levar adiante o concurso, uma vez que para o próximo ano o déficit já soma mais de R$ 15 milhões.

Uma das explicações do atual governo é de que há, por exemplo, necessidade de professores para poder inaugurar a EMEI do Bairro Brands. No entanto, não foi prevista no orçamento a verba para colocar a escola em funcionamento. “O que adianta contratarmos professores se não foram deixados previstos os recursos para a escola? É um paradoxo”, disse Wickert ao afirmar que se o governo não acatar o pedido, ele e Celso buscarão a solução em outra esfera.

VAI SEGUE

Apesar das manifestações ocorridas na imprensa e do pedido de cancelamento do Concurso Público protocolado na manhã desta segunda-feira, o prefeito em exercício, José Ademar Melchior (Zecão), garante a continuidade do processo. Após ouvir as manifestações técnicas do Controle Interno Municipal e da Procuradoria Jurídica, Zecão definiu pela manutenção do concurso que prevê a substituição de profissionais que atuam através de contratos emergenciais no município.

 Conforme esclarece a auditora interna, Juliana Marcuzzo, 39 das 42 vagas abertas para dez cargos no referido concurso tem por objetivo mera substituição de contratos emergenciais. “O prefeito não deve cancelar o concurso, pois está obrigado a realizar o processo em razão das contratações emergenciais”, explica.

É argumento do governo eleito o aumento dos gastos com folha de pagamento em 2017, ano onde já é previsto déficit na Prefeitura. Quanto a isso, a atual administração garante que os concursados apenas substituirão os atuais contratos emergenciais e esses, por sua vez, já estão contabilizados na Lei de Diretrizes Orçamentárias e lei Orçamentária Anual de 2017.

O prefeito em exercício dá tranquilidade aos candidatos que fizeram a sua inscrição e tem até essa quarta-feira, 09, para pagar o boleto bancário. “Não vamos cancelar o concurso, pois acreditamos que existe outras fontes de economia que não acarretaria diretamente na suspensão de serviços,” lembra.

Em relação aos cargos de médico pediatra e médico obstetra, esses seriam concursados em razão da demanda e aposentadorias. Estes cargos são os únicos que ainda podem ser reavaliados em razão da previsão de déficit orçamentário. As provas estão marcadas para 15 de janeiro de 2017, e as inscrições estão abertas até quarta-feira pelo site www.sawabonaconcursos.com.br.

Crédito: (AI/Giovane Wickert) e (AI PMVA)

Fernando Uhlmann