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Babi Souza vai fazer você ver o mundo diferente, na Feira do Livro

Guilherme Siebeneichler
agosto30/ 2017

A ativista feminina Babi Souza promete fazer o público enxergar as coisas que cercam o dia a dia das mulheres de forma diferente. O Olá Jornal traz a jovem para a Feira do Livro nesta quinta-feira, às 9h, no Parque do Chimarrão. O bate-papo vai rolar para alunos das escolas de Venâncio Aires, no gramado da academia ao ar livre. Em caso de chuva será no auditório. Pequenos comentários, que mesmo pequenos são machistas, olhares e comportamentos que simbolizam assédio ou até mesmo um preconceito com as mulheres. Isso tudo será desnudado, mas essencialmente a importância de as mulheres estarem juntas e enfrentarem as situações com força e afeto.

Essa é a mensagem que a fundadora do movimento Vamos Juntas? tem espalhado por onde passa. O acordar é urgente e deve começar cedo, com as meninas que serão as futuras mulheres e quem sabe mães também. O assunto está em pauta, onde quer que se vá e não raros são os casos na mídia. “É o momento em que as coisas estão aparecendo, tenho certeza que o mundo já foi bem mais machista e agora está melhorando. As situações vão aparecer, estampadas na nossa cara, partir o nosso coração, e tudo isso também é importante. E se isso está acontecendo, e percebemos, já é algo bom está trazendo cada vez mais para a discussão,” afirma Babi.

A também jornalista explica que seu livro ajuda nessa construção. O livro aborda todas essas questões como se não estivesse abordando. O feminismo ainda é mal. Meu objetivo era fazer com que tudo isso fosse entendível. Que as pessoas de fato conseguissem absorver aquilo ali e perceber que é uma coisa do dia a dia. Que o estupro não é uma coisa longe, o machismo não é uma coisa longe, exemplos simples e cotidianos”.

ESPERANÇA
Babi se diz esperançosa de que dias melhores virão e por isso está nesta causa. Com seu jeito carinhoso e forte passa a mensagem também para gente grande. Ela garante que quem assistir a sua palestra não será mais o mesmo. “Agora vou enxergar o mundo diferente, é muito comum as pessoas comentarem isso. Essa é uma das minhas mensagens. Que feminismo não é mi mi mi, que sororidade não é só uma coisa bonitinha. Trago a minha realidade com pontos que demonstram o quão é importante a gente pensar sobre tudo isso.”