Ato marca mobilização nacional em Venâncio

Olá Jornal
junho14/ 2019

Venâncio Aires participou nesta sexta-feira, 14, da mobilização nacional contra a Reforma da Previdência e os cortes na educação. O movimento liderado pelo Comitê Suprassindical teve a participação do Cpers e do Instituto Federal Sul-riograndense (IfSul) e iniciou às 14h com caminhada pela rua Osvaldo Aranha. O ato, com cerca de 200 pessoas, culminou na praça Coronel Tomaz Pereira onde houve manifestação de lideranças sindicais e estudantis.

Já pela manhã, o grupo de Venâncio Aires esteve envolvido na mobilização regional em Santa Cruz do Sul onde por lá cerca de 1,2 mil pessoas também caminharam pelas ruas e protestaram contra as medidas do governo. Da mesma forma, parte dos manifestantes do município vizinho também apoiaram o movimento à tarde em Venâncio.

COMITÊ

O presidente do sindicato dos trabalhadores nas indústrias do Fumo, Alimentação e Afins de Venâncio Aires, Rogério Siqueira, avalia positivamente a programação. “Como ato em defesa aos menos favorecidos, foi ótimo. Sindicatos, alunos e professores envolvidos pelo bem da nação”. Na próxima semana o comitê deve reunir-se para avaliação da mobilização e definição de demais atividades do grupo.

REIVINDICAÇÕES

Os sindicatos buscam alertar a população para uma série de itens da reforma prejudicarão grande parte dos trabalhadores, principalmente no aspecto social. Em Venâncio Aires, por exemplo, mais de R$ 11 milhões por ano deixarão de circular pela economia da cidade referentes ao abono do PIS que o trabalhador perderá. Pela nova proposta somente terá direito ao benefício quem ganha um salário mínimo, o que representa quase 90% da classe trabalhadora do município. Atualmente o chamado 14º salário é pago para quem recebe até dois salários, o que corresponde à maioria dos trabalhadores do município.

Além disso, os cortes na educação também preocupam. O bloqueio de 37,1% dos recursos direcionados para universidades federais e institutos de ensino, anunciado pelo MEC, inviabiliza grande parte do trabalho desenvolvido pelas instituições. O IFSul teve o bloqueio de R$ 16 milhões, para a manutenção dos 14 campus da instituição. O campus de Venâncio tem recursos para manter as atividades até setembro.