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Arroio Castelhano é um dos focos de proteção da Agenda 21 em Venâncio

Janine Niedermeyer
janeiro17/ 2017

O diagnóstico do ambiente e um plano local de desenvolvimento sustentável estão entre as propostas da Agenda 21 em Venâncio Aires. A pauta esteve em destaque na Câmara de Vereadores nesta segunda-feira, 16, através do Instituto Gaúcho de Sustentabilidade (IGS).

O presidente da entidade, Volnei Alves Correa usou por 10min a Tribuna Livre do Legislativo Municipal para abordar o tema. A Agenda 21 é um plano de ação formulado internacionalmente para ser adotado em escala global, nacional e localmente por organizações do sistema das Nações Unidas, pelos governos e pela sociedade civil, em todas as áreas em que a ação humana impacta o meio ambiente.

Volnei trouxe a conhecimento dos parlamentares e comunidade detalhes das ações que iniciaram em 1992 no Brasil e estão estruturadas em seis eixos temáticos. Os pontos passam por questões como agricultura e cidades sustentáveis (com mínimo de recursos para a saúde, por exemplo); infraestrutura e integração regional (onde Venâncio pode ser polo importante para as comunidades) e um dos principais, de gestão de recursos naturais.

Neste eixo, o presidente do IGS afirmou que é preocupante no município o fato de que se por 30 dias não houver chuvas, já é necessário racionar água, uma vez que o Arroio Castelhano é responsável por 90% da água que os moradores locais bebem. Segundo ele, hoje são oito nascentes existentes do arroio em Venâncio Aires.

Os eixos ainda tratam também da redução de desigualdades sociais, como na geração de empregos; e Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Sustentável, onde o Instituto se propõe a fazer um mapeamento da biodiversidade, das condições de solo e de água do município, para que possam ser melhoradas.

Adesão da Câmara

“Toda essa implementação pode ser feita através de verbas públicas, políticas fiscais e financeiras, parcerias governo/sociedade, promoção do desenvolvimento sistêmico, mecanismos e instrumentos de mercado”, salientou Volnei Correa, que usou a tribuna a pedido da vereadora Sandra Wagner (PSB), a primeira a assinar carta-compromisso de apoio a tais ações em Venâncio Aires.

Para a parlamentar é importante que os demais colegas da Casa assinem o documento, para que assim se posso também buscar recursos a nível federal, para também não onerar o município. O vereador Tiago Quintana (PDT) complementou afirmando que tal assunto passa despercebido no dia a dia das pessoas, mas que muitos aspectos podem melhorar voltando a atenção para o ambiente.

O pedetista ainda questionou o presidente do instituto se ao olhar dele, os brasileiros têm evoluido no tema ambiental. A afirmação de Volnei foi de que “Temos estacionado, pois esse movimento mundial está muito na conversa e o instituto se propõe a agir na comunidade e não para conversa”.

Líder do governo municipal no Legislativo, o vereador Ezequiel Stahl (PTB) reforçou a importância de todos da Casa darem exemplo, no processo de economia de papel, que causa muito impacto no meio ambiente e relembrou proposta que trouxe à tona em 2013 e deseja retomar agora.

“Era um projeto chamado carbono zero, que tomei conhecimento através de um colega advogado chamado Israel Pacheco. Mas na época não andou pela resistência da Casa e podemos calcular quanto gastamos com carbono”, concluiu Ezequiel Stahl. Em Venâncio Aires, a Agenda 21 já foi tratada junto ao Executivo e tem apoio das empresas Hestia, Traço D, Simbiota e NEW-E.

Fotos: Guilherme Siebeneichler/ Olá Jornal e Vanessa Behling/ AI Câmara