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Área de reserva técnica para o Museu de Venâncio ganha fôlego

Janine Niedermeyer
abril27/ 2017

Uma promessa de governo parece ter ganho novo fôlego e retomado a esperança junto ao Núcleo de Cultura de Venâncio Aires (Nucva). Com uma necessidade urgente da construção de uma nova reserva técnica, para guardar de forma organizada e catalogada o acervo do Museu, a direção aposta na posição adotada pelo prefeito Giovane Wickert.

O Executivo Municipal se comprometeu em dialogar e negociar com os proprietários de terreno aos fundos da Casa de Cultura, para que o espaço seja repassado ao Nucva em troca da entrega de outra área de terra da Prefeitura.

Conforme o atual diretor administrativo e tesoureiro do núcleo, além de ter sido um dos fundadores do Museu, Flávio Seibt, o terreno de interesse conta com aproximadamente 300 metros quadrados. “O local encosta e dá uma passagem com o Museu. Então o acervo não precisaria passar pela rua, que é uma coisa muito importante”.

DEMANDA
Na atual infraestrutura do Edifício Storck, a gestão do Museu já encontra dificuldades em encontrar espaço para agregar todo acervo. Segundo Seibt, com o desenvolvimento dos projetos de organização e catalogação hoje até mesmo o 3º andar do prédio que recebia o público com exposições foi isolado para guardar o acervo.

“Então nós temos mais de 200 prateleiras cheias de caixas e pacotes, móveis com roupas, que ocupam mais espaço pois agora estão organizados. Dessa forma perdemos mais de metade da área de exposição, por isso passamos a pleitear um terreno pra construir a área para guardar acervo, chamado de reserva técnica”.

Na gestão do então prefeito Celso Artus, no fim dos anos 1990, o Executivo também colaborou com a obra de um novo prédio ao lado do edifício, com 189 metros quadrados, mas também já plenamente ocupado com o acervo.

Outra dificuldade envolve a sustentabilidade do local, que passa pela locação de lojas no edifício e a captação de recursos para dar sequência aos projetos. Apesar disso, Flávio Seibt afirma que hoje os aluguéis dos espaços que giram nos R$ 6,5 mil não cobre o pagamento de salário e direitos trabalhistas de todos os funcionários.

“Então isso está sendo pago pelo projeto captado via Imposto de Renda. Estamos com cinco funcionários, que não consigo pagar com aluguel. As locações pagam parte”, afirma o tesoureiro, que ainda ressalta a continuidade das atividades em função dessas captações.

“Ano passado conseguimos captar, graças a boa vontade da empresa Alliance One, que doou sozinha R$ 98 mil e isso mantém o Museu aberto. Foi a maior contribuinte, do total de 120 mil captado. E no final de dezembro estaremos pedindo de novo para as empresas e prorrogar por mais um ano esse projeto”.

ARQUIVO:
30 mil peças no acervo
30 mil documentos e fotos no arquivo histórico
10 mil jornais e revistas
5 mil volumes na biblioteca
2 mil discos

Foto: Maicon Nieland/ Olá Jornal