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Apenas 9% dos recursos de campanha vieram dos fundos partidários

Janine Niedermeyer
setembro28/ 2016

A mini reforma eleitoral exigiu dos candidatos esforço para garantir recursos na campanha. A promessa de melhor divisão do fundo partidário não se confi rmou, pelo menos aos postulantes venâncio-airenses. Apenas 9,1% do valor total já arrecadado veio dos partidos.

A maior parte das receitas foi garantida pelos próprios postulantes ao cargo de prefeito ou vice. Sem grana, a estratégia é o corpo a corpo na rua e a campanha tradicional com maior contato com os eleitores. No total, os quatro candidatos disseram ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RS) ter arrecadado, até agora, R$ 360,2 mil.

Comparado ao pleito municipal de 2012, o valor representa 39% do total arrecadado (R$ 502 mil) pelos
dois postulantes, Nilson Lehmen (PMDB) e Airton Artus (PDT) que garantiu a reeleição. Até esta terça-feira, 27, a parcial financeira dos candidatos mostrava que Jarbas da Rosa (PDT) é o que garantiu mais recursos para a campanha.

No total R$ 171.200,00, sendo que a maior parte foi doada por ele mesmo (R$ 151,9 mil), representando
88,7% do bolo. Outros R$ 13,8 mil vieram de doações de pessoas físicas, R$ 5 mil do partido e outros R$ 500 são de doação via internet.

Já o candidato Giovane Wickert (PSB) possui a segunda maior receita, totalizando R$ 111,2 mil. A maior parte, 50,35% são de recursos próprios. Outros R$ 28,7 mil de doação partidária (25,8%) e R$ 26,4 mil doados por pessoas físicas.

O tucano, Vinícius Medeiros (PSDB) possui R$ 60,8 mil em receitas. Deste valor, R$ 38,5 mil foram doados por pessoas, representando 63,3%s, e os outros R$ 22,3 mil, são de recursos próprios dos candidatos. Cesar Schumacher (PT) é o que possui a menor receita da campanha. Até o momento garantiu R$ 17 mil para campanha. Deste valor, a maior parcela foi garantia por meio de doações. Outras
R$ 7 mil vieram de recursos próprios dos candidatos.